Durante cerca de 1h30 os alunos tiveram a oportunidade de
revisitar toda a história da Expansão Portuguesa, desde a conquista de Ceuta à
chegada ao Oriente. Não só os antecedentes, as condições, conhecimentos
geográficos e astronómicos, as técnicas que permitiram tão ousada odisseia, mas
também vivenciar o quotidiano das viagens, as roupas, alimentos, distrações,
produtos trocados... e, no final, o momento alto: de barco percorrem-se os
diferentes continentes com os elementos que os definem e distinguem – a fauna, a
flora, as gentes e a cultura.
Foi delicioso verificar que a vinda de tão longe para visitar
este museu valeu a pena, pois todos os alunos gostaram do que viram e
vivenciaram.
Seguiu-se o almoço, não no jardim, mas no espaço em frente ao Museu do Carro Eléctrico. Foi um museu que surpreendeu pela qualidade, não só pela sua história, mas também pelo seu acervo. O guia contou a história dos transportes coletivos da cidade desde o "carroção", passando pelo carro americano, que se deslocava por carris, mas puxado a tração animal. A tração elétrica surgiu em 1895 porém, com a evolução dos meios de transporte, acaba por ser ultrapassada, em 1967, pelos autocarros. Curiosidade: este meio de transporte sempre teve em conta o grupo social para o qual servia, nobreza ou povo e, dentro deste, a burguesia.
Só foi pena a não realização do passeio pela cidade em carro
elétrico, mas o seu custo, encarecia um pouco mais a visita. Fica para uma nova
oportunidade e constitui um verdadeiro desafio que o tempo permitirá vencer.
O final da tarde foi o regresso à escola, com a felicidade de
objetivos cumpridos.
Telma Gonçalves